O que o desastre de Mariana nos ensinou sobre o planejamento de nossas bacias? 🤔 💧
- Daniel Ben-Hur Silva de Oliveira
- 10 de abr.
- 2 min de leitura

Desastres podem surgir de repente. Disso todos sabem.
Mas as vezes há desastres que se repetem.
Se isso se repete tanto, talvez seja possível evitar. Melhor, talvez seja possível aprender.
Eu estou tentando aprender. Publicação científica é isso, aprender, se humilhar, tentar mostrar para o mundo que talvez podemos tentar resolver algum problema, talvez podemos nos adaptar em relação ao que não vemos ou ao que talvez vemos, mas não damos atenção.
No artigo vemos algumas questões interessantes:
O colapso da barragem de Fundão, em 2015, não foi apenas uma tragédia ambiental; ele também expôs a fragilidade da nossa Gestão de Recursos Hídricos (GRH) frente a desastres tecnológicos. Nosso estudo investigou como essa integração (ou a falta dela) tem sido tratada no planejamento da Bacia do Rio Doce.
O que descobrimos? Analisamos o PIRH-Doce (de 2010 e 2023), bem como seus termos de referencia que guiaram a construção do plano, e os resultados são de extrema importância para gestores e pesquisadores:
Planejamento não Integrado: Historicamente, os planos focam em eventos naturais (secas e cheias), tratando desastres tecnológicos como "acidentes inesperados" fora do escopo do planejamento hídrico.
Ajustes Mínimos: Mesmo após a escala do desastre de Mariana, a integração direta entre a gestão de riscos tecnológicos e o planejamento hídrico nos documentos oficiais ainda é limitada e focada na resposta, não na prevenção.
Impactos em Cascata: Desastres tecnológicos destroem infraestruturas de consumo e alteram drasticamente a qualidade da água, gerando novos conflitos pelo uso de fontes alternativas que não estavam previstos.
Como avançar? 🚀 Nosso grupo propõe 14 diretrizes estratégicas para bacias vulneráveis, incluindo:
Inventário de Riscos: Identificação clara de empresas e atividades que podem contaminar a água em caso de acidentes.
Integração com a Defesa Civil: Unir o planejamento de longo prazo da bacia com a preparação conjunta para crises.
Gestão Adaptativa: Criar mecanismos que permitam que os planos de bacia sejam "vivos" e se ajustem rapidamente durante e após grandes crises.
Parabenizo meus colegas e coautores Bruno Peterle Vaneli e Edmilson Costa Teixeira por este importante contributo.
Confira o artigo completo aqui: https://www.abrh.org.br/OJS/index.php/REGA/article/view/1044
A resposta para como resolver o problema que desastres relacionados à acidentes dentro de um plano de recursos hídricos você pode encontrar no artigo.
Mas o que quero saber mesmo, e que ainda não está em meus artigos, é como posso evitar os desastres repetidos dessa grande bacia hidrográfica que chamamos de vida? Ou repetindo o título: o que o desastre de Mariana nos ensinou sobre o planejamento de nossas vidas? 🤔
E aí, me diz nos comentários. 🫡
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