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Métodos

Foto do escritor: Daniel Ben-Hur Silva de Oliveira
Daniel Ben-Hur Silva de Oliveira
10 de fev.
2 min de leitura

Atualizado: 11 de fev.



Quando entrei no Laboratório de Gestão de Recursos Hídricos e Desenvolvimento Regional (Labgest), algo que me guiou foi a chama metódica que queimava ali.


A gestão integrada de recursos hídricos é em si bem metódica. Alguns a criticam como tecnocrática. A questão é que de fato ela é muito focada no processo, no método.


Hoje, em meus estudos sobre segurança hídrica, vejo um outro lado, que está mais interessado no resultado final.


Porém, em minha vida metódica, percebo o quanto os processos contam muito, e não podem ser desprezados, se é que você deseja mesmo um bom resultado final.


E o que há de mais metódico do que tabelas?Elas são meu dia a dia no trabalho. E me ajudam a organizar meus pensamentos.


Hoje lendo o livro metódico bíblico dos Números (o quarto livro do pentateuco, isto é, o quarto dos cinco primeiros livros da Bíblia cristã e da Torá judaica), reflito como os métodos são presentes de Deus. Os cinco primeiros livros do pentateuco possuem seções extremamente metódicas.


São seções sobre alimentação, rituais, genealogias, detalhes construtivos, leis civis e censos. O que eu li hoje foi especificamente um censo.


E quão bonito é! É um censo, mas é belo! É a repetição de padrões, detalhamento e constância. É o passado sendo visto em uma viagem no tempo.


Veja! Todo meu trabalho atual de modelagem ambiental se baseia em censos do IBGE e dados metódicos da ANA. E se eles não fossem metódicos eu não faria nada. Não seriam dados justos. Não seriam dados verdadeiros. Não seriam dados fiéis. Não seriam dados sábios. Não que não existam qualidades assim em dados não metódicos (aliás entender esses outros tipos de dados também é parte do meu trabalho e a subjetividade, incerteza e aleatoriedade também ensinam muito). Sei que não são dados santos nem perfeitos, mas se Deus não desse aos humanos o dom de criar métodos, nossa vida seria perfeitamente desastrosa e falsa.


O Deus Vivo é o Deus Onipotente, que limita seus poderes ao seu próprio caráter e seus próprios métodos. Em seu método criativo cria as leis e a verdade em que os cientistas podem construir sua epistemologia. Ele é a ontologia em si mesmo, a realidade ulterior, primeiro e último, Verdade da Verdade, Deus de Deus. Sua fraqueza é mais forte que a maior força humana. Sua loucura é mais sabia que a maior sabedoria humana. Na eternidade elaborou um plano, seguiu o cronograma, no prazo exato com o poder divino se tornou humano, com fraqueza humana morreu, com poder divino não pecou, matou a morte e ressuscitou a si mesmo. Cumpriu todo o método do Pentateuco e nos libertou da busca impossível, incansável, legalista e metódica dos "10 métodos para ter um bom relacionamento com Deus e ser feliz". Justamente em suas limitações está a grandeza de sua onipotência: fazer tudo sempre com o mesmo método: o método da santidade, verdade, amor, justiça e grandiosidade, sem nunca sair disso. Amém.

 
 
 

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